sábado, 29 de dezembro de 2012

Sobre os supostos pensamentos sobre a felicidade

Sobre os supostos pensamentos sobre a felicidade
Simplesmente larguei-os à brisa do vento
Aceitando de que se não a sentir
Estarei simplesmente triste...
E como preciso dessa tristeza,
É a única forma que reconheço
O que é estar realmente feliz.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"Olá" é o que me apetece dizer

"Olá" é o que me apetece dizer,
Não sei se endereçado a alguém,
Dado que me revejo nesse não saber
E provavelmente de toda a gente
Nem teria mesmo quem,
Quem o soubesse escutar bem.
"Olá" a cada nova flor,
Mesmo que traga revinda dor,
Que me deixe de novo insano e dorido
E relembre o quão este coração está partido.

Porém neste de flor em flor,
Cansam-me as asas de tanto querer
Dizer “Olá” no que me apetece expor
E de tanto almejar desaprender o saber
E crer no ouvido de quem souber escutar,
Que sinta como eu ou que saiba enlaçar
Os cordões que trago perto do peito
Beijando-me a testa, adormecendo-me em seu leito

Pois cansa-me de mais esta carência
De um “Olá” devolvido de volta a mim,
E assim o que em mim era torna-se ausência
Do início do que será a seguir ou mesmo o fim…
Não digas “Adeus” pois isso parte-me as asas
Que não são minhas mas de Deus e o ósculo atrasas
Na natureza sincera deste voejar a não ser
Sim… "Olá"… é o que sempre me apetece te dizer.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Voltei daquelas Andanças,

Voltei daquelas Andanças,
Onde a meu lado caminharam
Mil milhões de arco-íris e mais de sete
Cores despontaram na visão que os viu.
Essa visão findou porém, suas cores perduram
Na tela das almas por eles pintados,
Enquanto houver alma, há cor e horizonte a pintar...
...Então, que a Vida me derrame além, preenchido.

Sob a sombra desta árvore

Sob a sombra desta árvore
Temos apanhado raios de sol,
Daqueles muito suaves - no rosto
Harmonias silvadas pelas nossas amigas
E neste instante, sou também suas sombras
E essas harmonias docemente silvadas,
Sob os raios do sol sou-os também,
Logo aqui, aqui, aqui…
…aqui Sou (a consciência de Deus),
Nesta espontânea inconsciência claro.

O que é o Amor?

O que é o Amor
Se à sua ausência
As cores não se dissiparem
O Inverno não se alastrar na planície,
O cinzento não esmorecer
E já agora o branco também?

domingo, 11 de março de 2012

Troquei os meus pés por asas

E eis-me esvoaçando novamente,
Alado e em confidências ao vento,
Sim, troquei os meus pés por asas
(Apesar de as asas não serem minhas),
E minhas esperanças por sonhos
(No sonho sou eu, maior, inteiro),
E por isso esvoaço assim, alado,
Confidenciando ao vento,
Esteja como estiver o tempo,
Pois esse mesmo vento,
Num eventual amanhã,
Um dia me trará
Como uma brisa,
Ao rosto do poeta.