Não sei se endereçado a alguém,
Dado que me revejo nesse não saber
E provavelmente de toda a gente
Nem teria mesmo quem,
Quem o soubesse escutar bem.
"Olá" a cada nova flor,
Mesmo que traga revinda dor,
Que me deixe de novo insano e dorido
E relembre o quão este coração está partido.
Porém neste de flor em flor,
Cansam-me as asas de tanto querer
Dizer “Olá” no que me apetece expor
E de tanto almejar desaprender o saber
E crer no ouvido de quem souber escutar,
Que sinta como eu ou que saiba enlaçar
Os cordões que trago perto do peito
Beijando-me a testa, adormecendo-me em seu leito
Pois cansa-me de mais esta carência
De um “Olá” devolvido de volta a mim,
E assim o que em mim era torna-se ausência
Do início do que será a seguir ou mesmo o fim…
Não digas “Adeus” pois isso parte-me as asas
Que não são minhas mas de Deus e o ósculo atrasas
Na natureza sincera deste voejar a não ser
Sim… "Olá"… é o que sempre me apetece te dizer.