Quando for grande
Espero permanecer pequeno,
As pessoas grandes atrás de fatos
São realmente esquisitas
(o mais esquisito é que de tão sérias que estão
Nem sabem que o são),
Aposto que compram quartos
Com janelas viradas para o Mar,
Mas se não apreciarem o Mar,
Para quê terem janelas?
Nem vale mesmo a pena abri-las,
Se a luz não entrar ou não virem mesmo o mar.
Eu trago o Mar, o Céu e a Relva no bolso,
(e isso é porque eles fazem questão de vir comigo,
Somos Amigos de longa data, cúmplices de espírito)
Mesmo quando me esqueço deles.
Num quarto desarrumado e de janelas fechadas,
Sinto-os na mesma, queres a sugestão de um miúdo?
Um miúdo cujo maior ofício é tocar a campainhas e fugir?
Enche os bolsos de coisas bonitas, essas são as mais leves!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Os Reluzentes e a Aurora Crepuscular Pt. III
E eu?
Eu continuarei,
A confundir os aviões nocturnos
Com as oblíquas estrelas cadentes,
Apenas sabendo de que uns são,
Logo apenas sendo, são, simplesmente belos,
E os outros apenas existem e permitem voar,
Mas sempre, sempre, com destinos programados.
Eu continuarei,
A confundir os aviões nocturnos
Com as oblíquas estrelas cadentes,
Apenas sabendo de que uns são,
Logo apenas sendo, são, simplesmente belos,
E os outros apenas existem e permitem voar,
Mas sempre, sempre, com destinos programados.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Quanto aos medos, aos nervos
Quanto aos medos, aos nervos,
Às angustias e tristezas,
Dá-lhes Tempo,
Tempo para Ser,
Todo o tempo necessário do ser,
Toda a sazão para elas crescerem,
Eventualmente serão crescidas
E quererão partir de casa,
No fortuito a página virar-se-á,
- Casualmente hierarquizada -
E é um dia novo e singelamente será,
Esperançando o melhor,
Espera pelo pior.
Lembrando de que,
O Belo simplesmente o é,
Quando o acusas de se cortinar em brumas
A única coisa somente não certa
- por demasiadas vezes incerta -
É, não a forma como olhas
Mas a forma como não vês.
Até eu deslindei à subtil diferença
Entre o ouvir o Universo e escutar uma Alma.
- e nem foi preciso pensar, apenas estar atento. -
O intervalo é ilimitado, e o sem fim sabe o meu nome.
Às angustias e tristezas,
Dá-lhes Tempo,
Tempo para Ser,
Todo o tempo necessário do ser,
Toda a sazão para elas crescerem,
Eventualmente serão crescidas
E quererão partir de casa,
No fortuito a página virar-se-á,
- Casualmente hierarquizada -
E é um dia novo e singelamente será,
Esperançando o melhor,
Espera pelo pior.
Lembrando de que,
O Belo simplesmente o é,
Quando o acusas de se cortinar em brumas
A única coisa somente não certa
- por demasiadas vezes incerta -
É, não a forma como olhas
Mas a forma como não vês.
Até eu deslindei à subtil diferença
Entre o ouvir o Universo e escutar uma Alma.
- e nem foi preciso pensar, apenas estar atento. -
O intervalo é ilimitado, e o sem fim sabe o meu nome.
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