Quando for grande
Espero permanecer pequeno,
As pessoas grandes atrás de fatos
São realmente esquisitas
(o mais esquisito é que de tão sérias que estão
Nem sabem que o são),
Aposto que compram quartos
Com janelas viradas para o Mar,
Mas se não apreciarem o Mar,
Para quê terem janelas?
Nem vale mesmo a pena abri-las,
Se a luz não entrar ou não virem mesmo o mar.
Eu trago o Mar, o Céu e a Relva no bolso,
(e isso é porque eles fazem questão de vir comigo,
Somos Amigos de longa data, cúmplices de espírito)
Mesmo quando me esqueço deles.
Num quarto desarrumado e de janelas fechadas,
Sinto-os na mesma, queres a sugestão de um miúdo?
Um miúdo cujo maior ofício é tocar a campainhas e fugir?
Enche os bolsos de coisas bonitas, essas são as mais leves!