O rapaz que vive sob as estrelas
Sabe o verdadeiro significado de lar,
O seu tecto é tal e qual como o meu,
Pintado a cerúleo e a tudo o que ele contém.
A chuva, a Lua e o Sol são os seus melhores amigos,
Perdia-se como eu quando não havia flores e a lua era nova.
Tal como as batidas destas asas
Cada passo seu era dado com um Amor
Que não era deste mundo...
Sim, também murchava e ficava triste,
Ele era um rapaz, não um colibri,
Porém, quando sorria…
Estas asas eram dele também,
E eu nele era…
Vejam com olhos de ver:
O céu é tanto e a maresia também
Contudo raramente suficiente para o outro mundo,
Falo-vos de coisas inerentemente belas e sinceras,
Da delicadeza do desabrochar de uma flor,
Ou o ultimo desejo soprado ao ouvido do dente-de-leão,
O perfume familiar de uma manhã primaveril guardada na infância
Ou até os primeiros raios a aparecerem dentre nuvens pardas,
Quando penso em estrelas eu sou o firmamento,
Numa gota de água sou todos os ribeiros, rios, oceanos e nuvens,
Imagino o bater das asas do colibri e então voo bem, bem alto
Sonho com plumas e torno-me em todos os voos de todos os tempos,
Penso em éter e em galáxias e sou o Inteiro,
Penso em ti e estou completo.
(Assim era o céu e tudo que este continha através do seu Ver).