Hoje acordei
(pois ontem adormeci)
e apeteceu-me,
Apeteceu-me contar coisas bonitas,
Então comecei a contar ovelhas,
Mas não conto qualquer uma,
Pois nem todas as ovelhas são dignas,
De serem contadas por mim.
Admito, algumas são-me indiferentes,
Apenas conto as ovelhas
Que surgem de queixo para cima,
Aquelas que estão a olhar transfixas para o Céu,
A contar as estrelas, a chamá-las de Amigas.
Sim! É bom saber quantos amigos
Realmente temos.
E adormeci leve e morno nesta contagem,
Com um sorriso só proporcionável,
Por ver nos olhos das Ovelhas,
Todas as estrelas do Céu.