quarta-feira, 30 de março de 2011

Trouxe uma pirilampa de luz

Trouxe uma pirilampa de luz,
Encontrei-a num sitio muito distante,
Ela cintilava intermitentemente e muito,
Mas nessa incerta intermitência,
Era absolutamente constante
Algo de muito, muito bonito,
E por ser bonito quis partilhar,
Com todos os que são belos logo,
Com todos, pois todos somos tão belos,
Da nossa forma peculiar e engraçada,
Deitei-me na relva e soltei-a,
A pirilampa esvoaçou e rodopiou,
No tecto do céu, e que linda foi,
Chamou as suas amigas mais próximas
E eu de cabeça na relva, agraciado,
De olhos enfim abertos e cintilantes,
Reflectindo o seu brilho, sorrindo,
Com o sorriso que é apenas meu mas,
Eu partilho com o quem quiser sorrir,
Com quem quiser brincar um pouco,
Se viver é muito mais do que isto,
Alguém deve andar mesmo enganado.