Beijo as flores,
Pois posso beijar,
E posso-o fazer pelas flores,
Logo onde há erro neste silogismo?
Não há flor que não anseie um toque,
O toque singelo, aquele da permutação,
Não há flor que não deseje ser a menina
Mais importante de um mundo bonito qualquer
Porém, um dia comecei a pensar nisto,
E nesse dia tive uma enxaqueca terrível,
Fiquei doente da cabeça, doente do espírito,
Houve um dia em que estava como aqueles,
Aqueles amarelados dias de chuva de Outono,
Nesse dia ousei pensar no que havia sentido,
Nunca houvera maior dor de cabeça prévia a essa,
Mas nesse dia, sessão de improviso africano mental
E ainda fiquei com um nó no estômago, uff!.
Há coisas que são para acontecer
Não pre ou meditar sobre.
Há dias até que,
Que me encaminho para a praia
Nesses dias por norma está de noite,
Para as estrelas, no meu olhar ficarem,
E verem em toda a sua plenitude,
O seu parcial mais sui-generis,
A sua criação mais congénere.
Aquela que é tudo o que a rodeia,
E tudo o que a rodeia, tem bocadinhos dela.