quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Que nem as borboletas

Que nem as borboletas
Vivo cada dia
Um de cada vez
E cada momento é diferente
E cada momento tem o seu tempo.
Em cada novo adormecer,
Morro para um instante passado
Não acordo nunca e,
Raramente acordo,
Nasço inocente para cada aurora
Cada vista, sinto pela primeira vez,
Entre o acordar e o sonhar
Traço a linha ténue do recipiente
Tido pela encosta universal como criança.
Separo-me das corrupções adjacentes
O exterior não alcança a luz que embargo,
Nem tão pouco a Luz maior de que faço parte.