Ensaio à límpida leveza,
A espontânea vontade é bela
Na ausência de regra e esquadro,
Sinto a honra desta companhia apaziguadora
E o meu modesto caminhar
É o meu estrear a escrever
{cada criação jamais deve ser reutilizada}
Respirando fundo,
Principio o rascunho,
O meu olhar é o lápis,
E nada pinto, apenas vislumbro,
E as cores que vejo, são minhas,
Mas eu partilho com quem as quiser ver
(partilhassem este ângulo de perspectiva)
Pois como é sabido,
Nem tudo é para pensar,
Nem tudo é para dizer,
Aprendi a guardar as coisas
Para o seu perfeitamente esculpido e devido
(tudo o que é tem o seu quê de divinamente Belo)
Momento e propicio sítio,
(mesmo as que são inconvenientes e impróprias)
Aprendi que as coisas quando o são,
Têm indiscutivelmente o seu momento e lugar
E isso é o destino tornado visível,
O acaso inevitável afigurado no real,
E de cada minuto algo leve e sorridente
Equilibrando o dever, com o poder e querer.
Dou-me por contente porque o que é Belo
Me inspirar e se reflectir no meu olhar,
(que eu penso alcançar o ver)
E a Beleza, para além da sua infinitude,
Conhece a simetria do universo,
A dualidade ajustada ao pormenor
Agradecer, respirar, fluir.
(E principalmente, o deixar, o permitir Ser).