E então cair redondo,
Na relva verde,
Nesse dia,
Os rios,
As árvores,
E as nuvens,
Sentirão minha falta,
Porém, neste instante,
Nesta passagem por aqui,
Que é tão breve e curta,
Que por vezes, por vezes,
Duvido que esteja realmente a acontecer,
Celebro e festejo todo e cada avistamento seu.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Conheço o envolver do vento,
Conheço o envolver do vento,
Enleva-me por vales e colinas,
E neste voo simples, ligeiro e liberto,
Partilhei com ele o meu próprio voar,
Agora ele já não é somente o vento,
É o vento e o esvoaçar das minhas asas,
Por onde quer que sopre uma brisa suave,
Aonde aconteça um intrépido furacão,
Seja qual for a época da monção
Ele não mais estará sozinho,
Sim, eu estou com ele,
E um dia,
Seja qual for,
Farei parte dele,
Seremos um a retocar de leve,
Os ténues rascunhos da paisagem.
Enleva-me por vales e colinas,
E neste voo simples, ligeiro e liberto,
Partilhei com ele o meu próprio voar,
Agora ele já não é somente o vento,
É o vento e o esvoaçar das minhas asas,
Por onde quer que sopre uma brisa suave,
Aonde aconteça um intrépido furacão,
Seja qual for a época da monção
Ele não mais estará sozinho,
Sim, eu estou com ele,
E um dia,
Seja qual for,
Farei parte dele,
Seremos um a retocar de leve,
Os ténues rascunhos da paisagem.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Não tenho nada a oferecer,
Não tenho nada a oferecer,
Há biliões de milhares de prados,
Com milhentas de milhares de flores,
Apenas neste mundo que eu conheço,
E milhares ousei eu beijar esvoejando,
Suponho que há ainda mais noutros, noutros,
Noutros mundos longínquos que desconheço e
Outros mundos nos quais não quero sequer voar,
Nenhuma é deveras minha, nenhuma,
Nenhuma tem o sentir que é o teu,
Não pertenço a nenhuma também,
E posso voar por todos os mundos,
Os próximos e os longínquos,
Continuarei e voar pelo céu,
Que tudo contém e tudo tem,
E como o próprio céu minha flor,
Nada é realmente meu,
Nem meu próprio palpitar,
Não tenho nada a oferecer-vos,
Logo tudo o que me pedirdes,
Será vosso.
Há biliões de milhares de prados,
Com milhentas de milhares de flores,
Apenas neste mundo que eu conheço,
E milhares ousei eu beijar esvoejando,
Suponho que há ainda mais noutros, noutros,
Noutros mundos longínquos que desconheço e
Outros mundos nos quais não quero sequer voar,
Nenhuma é deveras minha, nenhuma,
Nenhuma tem o sentir que é o teu,
Não pertenço a nenhuma também,
E posso voar por todos os mundos,
Os próximos e os longínquos,
Continuarei e voar pelo céu,
Que tudo contém e tudo tem,
E como o próprio céu minha flor,
Nada é realmente meu,
Nem meu próprio palpitar,
Não tenho nada a oferecer-vos,
Logo tudo o que me pedirdes,
Será vosso.
domingo, 7 de agosto de 2011
Sei que sei bastante pouco
Sei bastante pouco,
Não sei se faz um escrito,
Este sentido que sinto,
Nem tão pouco sei se deveria,
Sentir o que há sido escrito;
Este não saber muito bem,
Mostra-me que no máximo,
Sei bastante pouco,
E que alivio isso é para mim,
Fazer pouca ideia das coisas
E dos seus porquês e afins,
Posso soar a insano louco,
Mas mesmo dessa loucura
Sei que sei bastante pouco.
Não sei se faz um escrito,
Este sentido que sinto,
Nem tão pouco sei se deveria,
Sentir o que há sido escrito;
Este não saber muito bem,
Mostra-me que no máximo,
Sei bastante pouco,
E que alivio isso é para mim,
Fazer pouca ideia das coisas
E dos seus porquês e afins,
Posso soar a insano louco,
Mas mesmo dessa loucura
Sei que sei bastante pouco.
Não vou tentar apreciar este momento,
Não vou tentar apreciar este momento,
Pois se o fizesse estaria a forçar-me a,
As coisas leves e bonitas jamais são forçadas.
Abro a janela do sótão onde por vezes passo,
E a luz entra, beijando-me a mão ou o pé,
(dependendo isto de onde ela brilhar).
Se eu realmente quisesse, se eu a forçasse,
Será que a luz viria ainda mais rápido,
Para me beijar as mãos ou os pés?
Aprecio a naturalidade deste momento,
Não forçando a velocidade da luz,
Nem sua própria oblíqua incidência,
Deixando-a simplesmente ser.
Pois se o fizesse estaria a forçar-me a,
As coisas leves e bonitas jamais são forçadas.
Abro a janela do sótão onde por vezes passo,
E a luz entra, beijando-me a mão ou o pé,
(dependendo isto de onde ela brilhar).
Se eu realmente quisesse, se eu a forçasse,
Será que a luz viria ainda mais rápido,
Para me beijar as mãos ou os pés?
Aprecio a naturalidade deste momento,
Não forçando a velocidade da luz,
Nem sua própria oblíqua incidência,
Deixando-a simplesmente ser.
Poema em Prosa Provavelmente Incompleto
Almejo, desejo em ardor que nem uma cadela danada
Pretendo realmente tudo, mas não quero mesmo nada,
Pois em mais do que boa verdade, de tão simples que o é,
Que me evade a crença, que me extingue a boa fé,
Mas sim, meus perpétuos amores, estais ainda comigo,
Trago-vos comigo, minhas primaveras e outonos,
Quem nem uma chávena prestes a transbordar,
A vacilar em explosão quase sempre invertida,
Sentida em exponencial sempre em casa partida,
Todos os meus amores e seus sequentes temores,
Trago-vos comigo, numa grinalda junto ao peito,
Admito, tenho pouco jeito, mas quero aprender
A melhorar;
Trago-vos, todos os meus amores, horrores e episódios que tais,
Sempre em copos de papel, em arrítmico ecoar sempre em mais!
Como se há-de aprender o sentido quando este não tem sentido,
O que realmente importa para além do ruído deste caótico canal,
Anseio e quero tudo por tanto e tanto mas mesmo tanto mais,
Que perco instantes do aqui, sem margens reais do perdido.
Já nem tenho espaço para novas recordações,
Quanto mais para o que poderá vir a ser depois,
Do amanhã se mal sei o que do ontem poderá
Ter efectivamente ficado ou até quando ficará.
Em sentimento sou a bênção e o amaldiçoado,
Em romances platónicos na vista do idealizado,
Vai-se sonhando e voando, com asas de Icáro,
Inconsciente face ao que se há já esvoaçado.
A Beleza em demasia fere o coração e desalivia,
O sim ao belo que pode vir a ser, ao beijo que,
Pode ou deve simplesmente ser ao acontecer;
Pt. II
Sim, sinto lucidamente a vibração dos átomos,
Traço suas rotas em probabilidades que decoro,
A consciência do mundo do além e suas ninharias,
Afasta-me do tido como a ilusão oficial e seu indecoro,
Na essência segmentada pelo éter e a única viagem,
Esta curta passagem para tudo o que o único Ver
Puder realmente alcançar e o eu singelamente reter,
Estas palavras são endereçadas aos filhos do Céu,
Aqueles cujo olhar se há tornado no verdadeiro Ver,
Aqueles que transpuseram o zénite do horizonte,
E esse horizonte se tornou o maior fragmento de si,
Vossa passagem por cá será sempre demasiado curta,
Para tudo o que o olhar puder de facto albergar
Ou mesmo conter de tudo o que há para de facto,
Ver e nesse Ver algures existe o simples Viver;
Mas mais do que o simples e o simplesmente viver,
Mais do que a paz interior ou as guerras das flores,
Mais do que aceitação do que é, foi ou ainda será,
Mais do que o harmonioso belo e os seus horrores,
Ou mesmo o melífluo sentir e consequentes temores,
Tenho dificuldades ao aceitar que simplesmente…
…Ainda caminho com as saudades do teu abraço,
(E cá me enlaço e voo para pradarias longínquas)
Pretendo realmente tudo, mas não quero mesmo nada,
Pois em mais do que boa verdade, de tão simples que o é,
Que me evade a crença, que me extingue a boa fé,
Mas sim, meus perpétuos amores, estais ainda comigo,
Trago-vos comigo, minhas primaveras e outonos,
Quem nem uma chávena prestes a transbordar,
A vacilar em explosão quase sempre invertida,
Sentida em exponencial sempre em casa partida,
Todos os meus amores e seus sequentes temores,
Trago-vos comigo, numa grinalda junto ao peito,
Admito, tenho pouco jeito, mas quero aprender
A melhorar;
Trago-vos, todos os meus amores, horrores e episódios que tais,
Sempre em copos de papel, em arrítmico ecoar sempre em mais!
Como se há-de aprender o sentido quando este não tem sentido,
O que realmente importa para além do ruído deste caótico canal,
Anseio e quero tudo por tanto e tanto mas mesmo tanto mais,
Que perco instantes do aqui, sem margens reais do perdido.
Já nem tenho espaço para novas recordações,
Quanto mais para o que poderá vir a ser depois,
Do amanhã se mal sei o que do ontem poderá
Ter efectivamente ficado ou até quando ficará.
Em sentimento sou a bênção e o amaldiçoado,
Em romances platónicos na vista do idealizado,
Vai-se sonhando e voando, com asas de Icáro,
Inconsciente face ao que se há já esvoaçado.
A Beleza em demasia fere o coração e desalivia,
O sim ao belo que pode vir a ser, ao beijo que,
Pode ou deve simplesmente ser ao acontecer;
Pt. II
Sim, sinto lucidamente a vibração dos átomos,
Traço suas rotas em probabilidades que decoro,
A consciência do mundo do além e suas ninharias,
Afasta-me do tido como a ilusão oficial e seu indecoro,
Na essência segmentada pelo éter e a única viagem,
Esta curta passagem para tudo o que o único Ver
Puder realmente alcançar e o eu singelamente reter,
Estas palavras são endereçadas aos filhos do Céu,
Aqueles cujo olhar se há tornado no verdadeiro Ver,
Aqueles que transpuseram o zénite do horizonte,
E esse horizonte se tornou o maior fragmento de si,
Vossa passagem por cá será sempre demasiado curta,
Para tudo o que o olhar puder de facto albergar
Ou mesmo conter de tudo o que há para de facto,
Ver e nesse Ver algures existe o simples Viver;
Mas mais do que o simples e o simplesmente viver,
Mais do que a paz interior ou as guerras das flores,
Mais do que aceitação do que é, foi ou ainda será,
Mais do que o harmonioso belo e os seus horrores,
Ou mesmo o melífluo sentir e consequentes temores,
Tenho dificuldades ao aceitar que simplesmente…
…Ainda caminho com as saudades do teu abraço,
(E cá me enlaço e voo para pradarias longínquas)
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