domingo, 7 de agosto de 2011

Não vou tentar apreciar este momento,

Não vou tentar apreciar este momento,
Pois se o fizesse estaria a forçar-me a,
As coisas leves e bonitas jamais são forçadas.
Abro a janela do sótão onde por vezes passo,
E a luz entra, beijando-me a mão ou o pé,
(dependendo isto de onde ela brilhar).
Se eu realmente quisesse, se eu a forçasse,
Será que a luz viria ainda mais rápido,
Para me beijar as mãos ou os pés?
Aprecio a naturalidade deste momento,
Não forçando a velocidade da luz,
Nem sua própria oblíqua incidência,
Deixando-a simplesmente ser.