Não tenho nada a oferecer,
Há biliões de milhares de prados,
Com milhentas de milhares de flores,
Apenas neste mundo que eu conheço,
E milhares ousei eu beijar esvoejando,
Suponho que há ainda mais noutros, noutros,
Noutros mundos longínquos que desconheço e
Outros mundos nos quais não quero sequer voar,
Nenhuma é deveras minha, nenhuma,
Nenhuma tem o sentir que é o teu,
Não pertenço a nenhuma também,
E posso voar por todos os mundos,
Os próximos e os longínquos,
Continuarei e voar pelo céu,
Que tudo contém e tudo tem,
E como o próprio céu minha flor,
Nada é realmente meu,
Nem meu próprio palpitar,
Não tenho nada a oferecer-vos,
Logo tudo o que me pedirdes,
Será vosso.